Com negócios na China desde 1998, o autor, mais do que viagens de negócios, junta o útil ao agradável e aproveita, sempre que pode, para conhecer mais e mais daquele longínquo País de cultura milenar, onde os nossos antepassados andaram há quase 500 anos... São relatos, histórias, visitas...um pouco de isto e daquilo de alguém que gosta de viajar, de conhecer, aprecia arte e adora história...mas também os prazeres mundanos...
segunda-feira, 14 de julho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Já não era sem tempo!


Ora aqui está uma boa notícia que me enche de satisfação!
Já não era sem tempo que alguém se lembrava de instalar na capital chinesa um restaurante verdadeiramente português...
Estou ansioso para o visitar e verificar se tudo é como dizem...Os preços na realidade são um pouco caros para o chinês vulgar...mas para aqueles que apreciam a boa gastronomia pagarão de bom grado e por certo irão ficar deliciados...
Depois eu conto!
Pequim, 25 Jun (Lusa) - Com aposta total na gastronomia típica e no vinho português, o único restaurante inteiramente luso abriu hoje as portas para oferecer uma ementa “genuína, portuguesa, algo que não existe em Pequim”, segundo Ricardo Eugénio, gerente do Nuvem. Caldo verde, bacalhau com natas, leitão, arroz doce e vinho português…são apenas algumas das tradicionais iguarias portuguesas que a partir de hoje se podem saborear na capital chinesa. “O nosso objectivo é ter a casa cheia todos os dias”, afirmou em entrevista à Agência Lusa Ricardo Eugénio, chefe de cozinha e gerente do novo restaurante Nuvem que hoje foi inaugurado em Pequim com uma festa para cerca de 80 convidados. “A aposta está no bacalhau, nos chouriços, no arroz de pato, no presunto pata negra, e no arroz de marisco que vai chamar muitos chineses”, enumera o chefe português, revelando os trunfos gastronómicos que vai lançar à mesa do Nuvem. “Não é um restaurante para turistas, conto com os poucos portugueses mas quero sobretudo cativar chineses e os estrangeiros que vivem na China há muito tempo e procuram uma boa comida europeia”, referiu. Uma garrafeira logo à entrada anuncia o bom vinho e o ambiente em madeira, à meia luz, faz do Nuvem um espaço acolhedor com 80 lugares onde uma refeição lusa tem um preço médio de 250 renminbi (cerca de 23 euros) por pessoa. Com vista para o lago de Houhai, entre hutongs (bairros tradicionais chineses) e ruas estreitas povoadas de lojas, casas de chá e bares, o Nuvem está situado numa zona pedonal com uma vida nocturna onde os neons modernos se misturam com as tradicionais lanternas chinesas.
terça-feira, 24 de junho de 2008
VENDIDOS POR ATÉ 20 VEZES O SEU VALOR ORIGINAL...



Os bilhetes para a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, no dia 8 de Agosto, estão a ser vendidos em sites chineses por até 20 vezes o seu valor original, noticia nesta terça-feira a imprensa do país. Comprados inicialmente por 5.000 yuan (cerca de 460 euros), os ingressos estão disponíveis por 100.000 yuan (9.360 euros). O jornal "Beijing News" revela ainda que os preços praticados para a cerimónia de encerramento são semelhantes.O facto de o nome do comprador estar impresso em cada bilhete vendido e de as autoridades chinesas já terem detido várias pessoas pelo comércio ilegal de bilhetes não impediu o surgimento de um próspero mercado negro.
(fonte: O RECORD 24.06.2008)
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Duan Wu Jie - O Festivel Duan Wu





O nome do festival Duan Wu varia nas áreas diferentes, mas os costumes de todas as áreas são quase iguais. Tradicionalmente, no festival de Duan Wu as pessoas colocam uma pintura de Zhong Kui* na parede para proteger a casa, comem uma comida chamada de Zong Zi**, bebem uma aguardente chamada de Xiong Huang, preparam sacrifícios, usam um pacote cheio de perfumes naturais chamado de Xiang Nang, e participam de corridas de barcos de dragões - Sai Long Zhou. Por causa da corrida de barcos de dragões, o festival é também chamado do Festival do Barco de Dragão.A origem do festival Duan WuO festival Duan Wu provém da morte de um poeta chamado de Qu Yuan, do Reino Chu do Período dos Reinos Rivais (770 a.C - 221 a.C).Nessa época, o Reino Chu e o Reino Qin tinham muitas guerras um com o outro. Qu Yuan era um poeta e ministro do Reino Chu. O rei do Reino Chu confiava muito nele, mas por causa de difamações de outros ministros contra ele, o rei perdeu a confiança. Qu Yuan, tinha muitas aspirações mas não podia fazer nada, ficou muito triste e deprimido. Nesse período, ele escreveu muitos poemas imortais.Em 229 a.C., o Reino Qin invadiu o Reino Chu e ocupou 8 cidades. O rei do Reino Qin mandou um enviado para o Reino Chu, para convidar o rei para vir ao no Reino Qin para participar da negociação de paz. Qu Yuan percebeu que o convite era uma armadilha e pediu ao rei para que ele não fosse. O rei ficou bravo com ele e o mandou para o exílio. O rei foi ao Reino Qin como combinado, mas ao chegar, foi preso. O rei ficou muito arrependido e deprimido, três anos depois, morreu na prisão no reino inimigo. Pouco depois, o rei do Reino Qin invadiu o Reino Chu de novo, o novo rei de Chu deixou a capital e fugiu. O Reino Chu chegou no fim. Qu Yuan, ainda estava no exílio, ouviu sobre a morte do último rei e a perda da capital. Respirou fundo, e se suicidou pulando no Rio Mi Luo.Ouvindo que Qu Yuan se suicidara no rio, as pessoas que moravam perto chegaram no rio e procuraram o corpo dele. Para que os peixes do rio não machucassem o corpo de Qu Yuan, eles jogaram muita comida chamada de Zong Zi e muitos ovos no rio. Um médico, pensando em deixar os dragões e os monstros do rio bêbados, jogou aguardente Xiong Huang no rio. E muita gente saiu de barcos, para expulsar os peixes e procurar o corpo de Qu Yuan.Daí, para lembrar o poeta Qu Yuan, todo ano no dia cinco de maio, o povo do antigo Reino Chu ia ao rio, andava de barcos e jogava a comida Zong Zi no rio. O costume se espalhou amplamente no norte e no sul da China.E a comida Zong Zi, a aguardente Xiong Huang e a corrida dos barcos de dragões viraram parte do festival.* Este costume é do sul da China. Em lenda Zhong Kui é um espírito que captura espíritos maus para as pessoas. As pessoas usam pinturas de Zhong Kui para proteger a casa e expulsar os espíritos maus.** Zong Zi é uma comida feita principalmente com arroz, enrolado com folhas de junco e cozida ao vapor. A comida tem várias variações dependendo dos ingredientes usados. Os mais comuns são arroz com jojoba, arroz com castanha, arroz com massa de carne, arroz misturado, etc.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
DRAGON BOAT FESTIVAL



The Dragon Boat Festival occurs on the fifth day of the fifth moon of the lunar calendar and in 2008, it will fall on June 08 (Sunday). It is one of three most important annual Chinese festivals. The other two are the Mid-Autumn Moon Festival and Chinese New Year.
The story of this colourful summer festival concerns a famous Chinese scholar-statesman named Qu Yuan who, some three centuries before the birth of Christ, served the King of Chu during the Warring States period. As a loyal minister, Qu Yuan at first enjoyed the full confidence and respect of his sovereign. Eventually, through the intrigues of his rivals, he was discredited and found himself in disfavour.
Qu Yuan was never able to regain the emperor's favour and on the fifth day of the fifth moon, he clasped a stone to his chest and plunged into the Milo River in the Hunan Province.
Respecting the minister as an upright and honest man, the people who lived in the area jumped into their boats and rushed out in a vain search for him. This unsuccessful rescue attempt is a part of what the Dragon Boat Festival commemorates every year.
Dragon boat racing not only symbolizes the people's attempt to save Qu Yuan but also demonstrates cooperation and teamwork.
The dragon boat features the head and tail of a dragon, a mythological creature regarded by the Chinese as having dominion over the waters and exercising control over rainfall. The heads and tails are kept ashore during the year and are only affixed for the races. After they have been attached, it is necessary to bring the boats to life. This is done in a ceremony presided over by a Taoist priest and amid burning incense and exploding fire-cracker, the eyes of the dragon head are dotted with paint. Sacrificial paper money is put into the dragon's mouth and also thrown into the water by the rowers. All of this is done to dispel any evil spirits that might be lurking about waiting for an opportunity to disrupt the festivities.
Another popular pastime at the Festival is the making and eating of a rice dumpling called Zong Zi (粽子). When it became known that Qu Yuan was gone forever, the people, living along the river, threw cooked rice into the water as a sacrifice to their dead hero. The local fishermen were later told in a dream that the fish, not Qu Yuan, got the rice. Therefore, the next time that they threw rice into the river, they first stuffed it into bamboo sections. This started the custom that has evolved into its present-day version: rice wrapped in bamboo leaves, stuffed with ham, beans, bean paste, salted egg yolks, sausages, nuts, and/or vegetables. 埃德蒙顿华人社区-China.
The Dragon Boat Festival is a colourful and enjoyable event. It offers a glimpse of the rich Chinese cultural heritage which is alive and vibrant in multi-cultural around all world.
The custom of Dragon Boat Race might begin from the southern China. They selected the 5rh lunar day of the 5th lunar month as the totem ceremony. The dragon was the main symbol on the totem, because Chinese thought they were son of dragon. They also made dragon-like canoe. Later, Chinese connected this custom with Duan-Wu festival. Since this was the event only in the southern China. This might be why Dragon Boat Race doesn't that popular in entire China today. But we can see yearly Dragon Boat Race events in Honk Hong and Taiwan. The picture shows a person lies on the top of dragon head of the boat to prepare to catch the flag of target to win the race.
The story of this colourful summer festival concerns a famous Chinese scholar-statesman named Qu Yuan who, some three centuries before the birth of Christ, served the King of Chu during the Warring States period. As a loyal minister, Qu Yuan at first enjoyed the full confidence and respect of his sovereign. Eventually, through the intrigues of his rivals, he was discredited and found himself in disfavour.
Qu Yuan was never able to regain the emperor's favour and on the fifth day of the fifth moon, he clasped a stone to his chest and plunged into the Milo River in the Hunan Province.
Respecting the minister as an upright and honest man, the people who lived in the area jumped into their boats and rushed out in a vain search for him. This unsuccessful rescue attempt is a part of what the Dragon Boat Festival commemorates every year.
Dragon boat racing not only symbolizes the people's attempt to save Qu Yuan but also demonstrates cooperation and teamwork.
The dragon boat features the head and tail of a dragon, a mythological creature regarded by the Chinese as having dominion over the waters and exercising control over rainfall. The heads and tails are kept ashore during the year and are only affixed for the races. After they have been attached, it is necessary to bring the boats to life. This is done in a ceremony presided over by a Taoist priest and amid burning incense and exploding fire-cracker, the eyes of the dragon head are dotted with paint. Sacrificial paper money is put into the dragon's mouth and also thrown into the water by the rowers. All of this is done to dispel any evil spirits that might be lurking about waiting for an opportunity to disrupt the festivities.
Another popular pastime at the Festival is the making and eating of a rice dumpling called Zong Zi (粽子). When it became known that Qu Yuan was gone forever, the people, living along the river, threw cooked rice into the water as a sacrifice to their dead hero. The local fishermen were later told in a dream that the fish, not Qu Yuan, got the rice. Therefore, the next time that they threw rice into the river, they first stuffed it into bamboo sections. This started the custom that has evolved into its present-day version: rice wrapped in bamboo leaves, stuffed with ham, beans, bean paste, salted egg yolks, sausages, nuts, and/or vegetables. 埃德蒙顿华人社区-China.
The Dragon Boat Festival is a colourful and enjoyable event. It offers a glimpse of the rich Chinese cultural heritage which is alive and vibrant in multi-cultural around all world.
The custom of Dragon Boat Race might begin from the southern China. They selected the 5rh lunar day of the 5th lunar month as the totem ceremony. The dragon was the main symbol on the totem, because Chinese thought they were son of dragon. They also made dragon-like canoe. Later, Chinese connected this custom with Duan-Wu festival. Since this was the event only in the southern China. This might be why Dragon Boat Race doesn't that popular in entire China today. But we can see yearly Dragon Boat Race events in Honk Hong and Taiwan. The picture shows a person lies on the top of dragon head of the boat to prepare to catch the flag of target to win the race.
sábado, 31 de maio de 2008
Regresso
Depois de uma longa estadia na longínqua China, perfeitamente documentada pelas fotos que tenho "postado" e irei continuar a "postar"(http://www.ipernity.com/home/sweetchina.jcb)...eis-me regressado ao solo pátrio...
No entanto de referir que para além de negócios, muitos negócios com visita a feiras, fábricas e desconhecidas cidades, há um saco cheio de esperança...também do sofredor povo chinês a enfrentar mais um fenómeno natural (depois do grande nevão de Janeiro/Fevereiro), em ano em que se pensava que iria ser todo de alegria...a realização dos Jogos Olimpicos.
Encontrava-me na província de Shandong, fazendo um percurso entre as cidades de Rizhao e Linyi quando se deu o terramoto e as mais de 100 réplicas... Cedo tomei conhecimento da enorme catástrofe que havia abalado a China na província de Sichuan e por simpatia toda uma China que entrou em transe...De notar que tive relatos pessoais de amigos que trabalham em Shanghai e Pequim, que abandonaram os seus gabinetes em prédios de 15...ou 20 andares...por estes terem baloiçado intensamente...! Shanghai e Pequim ficam a milhares de kilómetros de Weichuan, onde se localizou o epicentro...
As imagens que entretanto fui podendo visualizar através dos canais de TV foram demonstrativas da devastidão causada pelos sucessivos abalos de terra, com mortes incontáveis até ao momento...Mas também da solidariedade de todo um povo que de imediato se mobilizou para prestar socorro e dar assistência aos milhares e milhares, que em escassos segundos se viram despojados de tudo e desmembrados das suas famílias...
Regressei no dia 19...o dia em que o Governo Chinês, uma semana após a catástrofe, decretou Luto Nacional por três dias, com a bandeira a meia haste em todos os mastros e com o encerramento de todos os establecimentos de diversão. Os canais de televisão nesses três dias apenas deram imagens da catástrofe e do esforço das forças em campo em salvar vidas nos escombros...
Antes de ir para o aeroporto de Pequim, onde tive a oportunidade de experimentar a modernidade do 3º Terminal, pronto para receber os visitantes dos Jogos Olímpicos, a gravação do hasteamento no mastro maior de toda a China - Praça de Tiananmen - da Bandeira da China ao som do Hino Chinês (http://www.ipernity.com/home/sweetchina.jcb)
No entanto de referir que para além de negócios, muitos negócios com visita a feiras, fábricas e desconhecidas cidades, há um saco cheio de esperança...também do sofredor povo chinês a enfrentar mais um fenómeno natural (depois do grande nevão de Janeiro/Fevereiro), em ano em que se pensava que iria ser todo de alegria...a realização dos Jogos Olimpicos.
Encontrava-me na província de Shandong, fazendo um percurso entre as cidades de Rizhao e Linyi quando se deu o terramoto e as mais de 100 réplicas... Cedo tomei conhecimento da enorme catástrofe que havia abalado a China na província de Sichuan e por simpatia toda uma China que entrou em transe...De notar que tive relatos pessoais de amigos que trabalham em Shanghai e Pequim, que abandonaram os seus gabinetes em prédios de 15...ou 20 andares...por estes terem baloiçado intensamente...! Shanghai e Pequim ficam a milhares de kilómetros de Weichuan, onde se localizou o epicentro...
As imagens que entretanto fui podendo visualizar através dos canais de TV foram demonstrativas da devastidão causada pelos sucessivos abalos de terra, com mortes incontáveis até ao momento...Mas também da solidariedade de todo um povo que de imediato se mobilizou para prestar socorro e dar assistência aos milhares e milhares, que em escassos segundos se viram despojados de tudo e desmembrados das suas famílias...
Regressei no dia 19...o dia em que o Governo Chinês, uma semana após a catástrofe, decretou Luto Nacional por três dias, com a bandeira a meia haste em todos os mastros e com o encerramento de todos os establecimentos de diversão. Os canais de televisão nesses três dias apenas deram imagens da catástrofe e do esforço das forças em campo em salvar vidas nos escombros...
Antes de ir para o aeroporto de Pequim, onde tive a oportunidade de experimentar a modernidade do 3º Terminal, pronto para receber os visitantes dos Jogos Olímpicos, a gravação do hasteamento no mastro maior de toda a China - Praça de Tiananmen - da Bandeira da China ao som do Hino Chinês (http://www.ipernity.com/home/sweetchina.jcb)
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quarta-feira, 5 de março de 2008
O Chá...

O chá é a infusão de folhas ou botões da planta Camellia sinensis, geralmente preparada com água quente. Cada variedade adquire um sabor definido de acordo com o processamento utilizado, que pode incluir oxidação, fermentação, e o contato com outras ervas, especiarias e frutos.
Portugal teve duas primazias em relação à introdução do chá na Europa. A da introdução do consumo de chá e a introdução, em 1750, do cultivo do chá. Foram produzidos, na Ilha de São Miguel em zonas de micro-clima como Porto Formoso e Capelas, 10 kg de chá preto e 8 kg de chá verde. No entanto seria só um século depois que, com a chegada de mão de obra especializada, a produção se tornaria consequente, passando a haver uma aposta na industrialização do processamento após apanha das folhas.
De ressalvar que atualmente o chá produzido nos Açores, sob o nome genérico de Gorreana, é considerado um chá biológico, o que em muitos mercados provoca uma ideia de novidade que não é de todo factual. O processamento deste, desde o cuidado dos arbustos até à colheita, é o mesmo há 250 anos. Este chá tem praticamente toda a sua produção dividida entre a região dos Açores, a comunidade da ilha na diáspora e o Reino Unido.
Os quatro tipos de chá são distinguíveis pelo seu processamento. Camellia sinensis é um arbusto sempre verde cujas folhas, se não são logo secas depois de apanhadas, rapidamente começam a oxidar. Este processo lembra a maltização da cevada; as folhas ficam progressivamente escuras, assim que a clorofila se quebra. O processo seguinte no processamento é parar o processo de oxidação num estado predeterminado removendo a água das folhas via aquecimento. O termo fermentação é frequente e erroneamente usado para descrever este processo, mesmo que na verdade nenhuma verdadeira fermentação aconteça (ou seja, o processo não é digerido por microorganismos).
O chá é tradicionalmente classificado em quatro grupos principais baseados no grau de oxidação:
Chá branco - folhas jovens (novos botões que cresceram) que não sofreram efeitos de oxidação; os botões podem estar escudados da luz do sol para prevenir a formação de clorofila.
Chá verde - a oxidação é parada pela aplicação de calor, quer através de vapor, um método tradicional japonês, ou em bandejas quentes - o método tradicional chinês).
Oolong (烏龍茶) - cuja oxidação é parada algures entre o chá verde e o chá preto.
Chá preto - oxidação substancial. A tradução literal da palavra chinesa é chá vermelho, o que pode ser usado entre os fãs de chá.
variações pouco comuns - estão disponíveis várias preparações de chá que não se enquadram na nomenclatura usual. Pu-erh (普洱茶) - Erroneamente considerado como uma subclasse de chá preto, pu-erh é um produto muito invulgar. O Pu-erh é um chá fermentado e envelhecido (pode ter mais de 50 anos), por vezes, descrito como duplamente fermentado, sendo a segunda "fermentação" resultado da ação de bactérias. Existe um método moderno de acelerar o envelhecimento natural que produz pu-erh de menor qualidade, chamado pu-erh cozinhado, que é vendido frequentemente em saquinhos. O pu-erh tradicional é conservado em forma de "tijolo" ou outras formas (as folhas de chá depois de tratadas são prensadas em moldes). Este é o mais apreciado de todos os chás na China, sendo catalogado em função da qualidade das folhas e do ano de produção, tal como um bom vinho no ocidente, e é o chá normalmente utilizado para a cerimónia de chá chinesa (Kung Fu Cha). Para preparar a infusão usa-se água muito quente ou até mesmo a ferver (os tibetanos são conhecidos por deixá-los a ferver durante a noite). O Pu-erh é considerado como um chá medicinal na China.
Chá amarelo - é usado como um nome de chá de alta qualidade servido na corte imperial, ou de um chá especial processado similarmente ao chá verde, mas com uma fase mais curta para secar.
Chong Cha (虫茶) - literalmente "chá quente", esta espécie é feita a partir de sementes de botões de chá em vez de folhas. É usado na medicina chinesa para lidar com o calor do verão bem como para tratar sintomas de gripe.
Kukicha ou chá de inverno - feita de galhos e folhas velhas twig podadas da planta de chá durante a época dormente e tostado a seco sob o fogo. É popular na medicina tradicional japonesa e na dieta macrobiótica.
Lapsang souchong (正山小种 ou 烟小种) de Fujian, China, é um chá preto fumado, isto é, secado usando fogueiras de pinho.
Chá Rize - chá preto forte, produzido na Turquia, com um sabor distinto e preparação específica, incluindo pré-aquecimento, servido com açúcar.
(in Wilkipédia)
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